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sábado, 19 de maio de 2012


" SOFRIDO MUNDO "


Manchas negras colorem os mares.
Tinto em cinza está o azul celeste.
Não há aromas pairando nos ares.
É triste... Como qualquer peste.
Não há harmonia ou ternura nos lares.
Corrompido está o leste, o oeste...
Incontestes desprezos que tornamos... Populares.

Milhares são os porcos, os indiferentes.
Florescente está o mal, já faz tempo...
Contratempo a extirparmos, rapidamente.
Pois o mundo está sofrendo, ao relento.
Esquecido por nós, morrendo silente.
Em latente degenerar cruento.
Violento agredir por nós, indecentes...




domingo, 6 de maio de 2012


“ Última Carta ”

Não quero mais flores, regadas com dores.
Já cansei dos teus socos, do seu terror.
Parti... Vou em busca de ardores.
De um homem que dê-me valor.
Sou mulher, humana, não só objeto de prazeres.
Tenho sonhos, e por mim tenho amor.
Por isso parti... Não quero mais flores.

Você é um monstro, imerso em rancor.
Jamais foi homem, jamais foi marido.
Quase matou-me, trouxe-me temor.
Chorei por noites e noites, querido.
Por isso parti, e deixo-lhe este meu torpor.
Esta carta, este vômito de um peito ferido.
Meu último suspiro, cansei de pavor...