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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

 
 
 
" NA NOITE "

Na noite, há o mágico e o ininteligível.
As brumas encantam, escondem...
Somos gravetos nas sombras desse incrível.
E quando pensamos, foi ontem...
Não há retorno possível.
Porém um belo na lembrança sempre vem.
Fica o doce, do aparente horrível.

Vem o dia, e a noite outra vez.
A nos jogar nos braços de Morfeu.
Não dá para correr, nem contar até dez.
Não se sabe o escolhido, nem quem escolheu.
O suar da nudez; um pouco de estupidez...
Mas que fique o apogeu.
Do que na noite, se fez...


Foto e texto: Elder Prates



domingo, 25 de agosto de 2013


Sê feliz!

Sê feliz! Mereces o belo do mundo.
Sem brumas ou tortuosos caminhos.
Somente o sublime, o êxtase mais profundo.
Diga adeus às lágrimas e aos espinhos.
Deixe o mesquinho para trás moribundo...
O fecundo te espera... Abra um vinho.
Enlouqueça um pouquinho; por um segundo...

Vá ao fundo! Seque o barril...
Não viva uma vida de parcelas.
Limpe as sequelas e aproveite o estio.
Ignore as más línguas e querelas.
Preencha o escuro... O vazio...
Faça da vida a sua passarela.
E se não brilhar... Ao início...


Elder Prates


" SIMPLES "

Simplório nem sempre predica o simples.
Temos mania de sofisticado.
Etiquetas e padrões vêm antes.
Sem ao menos termos degustado.
E com isso vivemos infelizes.
Pois julgamos o dado antes do dado.
Ao confundirmos simplório, com o que é simples...

Vezes por vezes somos enganados.
Pois queremos enxergar sem ver.
E quando vemos não enxergamos.
Se o luxuoso lá não estiver.
O simples geralmente é velado.
Não é para um qualquer.
Só àqueles que percebem; que forem tocados.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

" EPITÁFIO "

Que saudade dos lábios que não senti.
Das mãos que atei aos abraços que queriam se abrir.
Dos precipícios que não saltei, tremi.
Que vontade de outra vez sorrir, pedir, fugir.
Aaaaa se eu pudesse um pouco mais...
Ou quem sabe diferente.
Mas é tarde pra voltar atrás...

Jaz... Tudo em mim hoje jaz.
Meu corpo, meus sonhos, tudo!
Hoje sou terra, coberto por flores.
Sem se quer uma imagem, uma visita, sem futuro.
Ontem vigor, riqueza, valores...
Agora raízes e restos, o escuro.
E do sopro da vida, restou-me vapores...





" DÚVIDA "


O precipício me chama... Olho para trás...
Vejo o trem partindo e minha razão indo.
Não sei se entrego-me ao sublime, ou um pouco mais.
Jaz o que mantinha-me sorrindo.
Em frente ou voltar atrás?
Não sei... Há tempos que definho.
E não defino ou encontro o que me traz a Paz...

Quem sabe um acalento, o pulo, um colo...
Um solo novo em que eu possa pisar sem temer.
Correr como um menino sem dolo.
Consolo que traga-me o arder, o viver...
Fazer-me outro, novo, um símbolo.
Apolo me toca e não sei o que dizer, fazer.
Já não sei se sou bobo, morto, ou frívolo...


terça-feira, 11 de setembro de 2012


" PRIMAVERA ÁRABE "



Oh, primavera sem flores...

Quanto tempo ainda tem que durar?

Já não bastam as lágrimas? As dores?
Ou é preciso um pouco mais de sangrar?
Chuva de fogo que só traz horrores.
Principalmente aos civis que não podem se salvar.
Esquecidos no meio da briga, de senhores...




Findará, primavera escura?

Será que um dia o Sol volta a brilhar?

Pois é triste vê-la assim nessa loucura.
Sem ternura, se autodestruindo devagar.
Tempestade intolerante, sem candura.
Dura pa que faz o povo chorar.
E clamar pelo fim da luta, da amargura...


Elder Prates.




domingo, 2 de setembro de 2012

“ Crack ”

O flutuar traz instantes felizes.
Na brisa louca da pedra inflamada.
Maquilar de traumas, de dores.
Uma efêmera emoção que torna-se morada.
Da qual não se sai ileso, sem cicatrizes.
Muitas vezes a própria cova cavada.
Senda pedregosa, que de início parecia flores...

O Estado cega-se, a polícia varre.
Como lixos humanos a esconder.
Ninguém acolhe, ninguém liga pro que morre.
É mais fácil pisar ao invés de resolver.
Estender a mão é difícil, ainda mais a quem está de porre.
Uma endemia cada dia a se estender.
E quando a droga acaba, é aquele corre-corre...


Elder Prates.

domingo, 12 de agosto de 2012

“ Pérola negra ”

É fato que fora a mais graciosa.
Pérola negra dentre outros colares.
No campo de idas e vindas a mais bela rosa.
O mais doce aroma pairado nos ares.
Fora terna... E também formosa...
Arrancou-me suspiros aos milhares.
Inaudita nos versos, ou na mais linda prosa...

Fomos risos, amigos, um belo casal.
Rasgamos pudores em momentos ferventes.
Deixamos de lado o insosso, e também o banal.
Fomos brisa e tempestade ardente.
Preciosa... Aurora que jamais em meu céu houve igual.
Um divino presente, que fez-me contente.
Preencheu-me total, num surreal...


Elder Prates