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sábado, 14 de setembro de 2013

 
" Corrupção "
 
 
Compramos caráter como compramos cebola.
Cada centavo corrompido carrega consigo complicações, como: crescente criminalidade, campos com colheitas contaminadas, crianças carregando cachimbos com crack, crianças cheirando cola.Centavos corrompidos ceifam condições, complicam crescimentos conscientes, carbonizam culturas, condicionam cérebros competentes como condicionamos cachorros, cavalos, cordeiros... Contudo, continuamos colaborando com consumismo chulo, caminhamos confusos, confinados, condicionados...Coroamos canalhas, contrabandos, cópias, chagas, cóleras; cegamente cedemos confiança...
Cabisbaixos cometemos crimes conosco, calados... Comemos cacos com catchup, conformados, calados...
 
 


terça-feira, 11 de setembro de 2012


" PREZADOS POETAS "


Prezados poetas, postem palavras...
Publiquem poemas puros, picantes, promovam pensamentos positivos, profanos, promíscuos. Provoquem plateias, padres, plebeias, palavreiem pomposas poesias, porém, pesquisem para poderem publicar palavras polidas, produzidas perfeitamente. Ponham pontos, pronomes pessoais, provérbios, produzam pérolas, pois palavras perdidas perdem poder. Promovam plebiscitos populares, palestras particulares, promulguem projetos pela prudência, pela proteção, pronunciem propostas protestantes, perpetuem prosas, presenteiem pessoas pelas palavras, poetizem poentes, picos, profundos, princesas, praias, prazeres. Proscrevam procedimentos patéticos, psicóticos, pontuem problemas, proibições, pautem promessas partidárias, preparem-se pelo passado. Prescrevam páginas pedindo paciência, pedindo PAZ. Poetem por puro prazer, por possessiva paixão pelo Português, por paixão pela palavra.


Elder Prates

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

“ Ainda acredito ”

Acredito... Ainda acredito...
As atrocidades aumentam acentuadamente.
Apoiamos assassinos, abraçamos aloprados.
Aceitamos algumas aberrações, assombrações.
Afrouxamos as amarras, a atenção...
Adoramos anarquias, ateísmos, ativistas artificiais.
Anulamos amigos, apedrejamos amores.
Arfamos árduos ares ao arruinarmos alamedas.
Andamos anestesiados, alucinados, alienados...
Admitimos a avacalhação, a antropofagia, a adulteração.
Adormecemos acordados, adoecemos...
Apodrecemos ao apoiar apologéticos.
Ao aplaudirmos austeridades autárquicas.
Ao atestarmos avanços avarentos, apenas ambiciosos.
Abrimos abismos... Assumimos a arrogância...
Aaaa... A arrogância...
Antes, assustadoramente antes, as almas amavam...
Agora alucinadas andam armadas.
Açoitam anjos, aprovam algazarras.
Aderem a alados algozes, a astutos atrozes.
Apagam auréolas, aparências ainda alvas.
Alastram aterrorizadoras atitudes, amiúde.
Ainda assim, acredito... Acredito...


Elder Prates.