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segunda-feira, 13 de maio de 2013

" EPITÁFIO "

Que saudade dos lábios que não senti.
Das mãos que atei aos abraços que queriam se abrir.
Dos precipícios que não saltei, tremi.
Que vontade de outra vez sorrir, pedir, fugir.
Aaaaa se eu pudesse um pouco mais...
Ou quem sabe diferente.
Mas é tarde pra voltar atrás...

Jaz... Tudo em mim hoje jaz.
Meu corpo, meus sonhos, tudo!
Hoje sou terra, coberto por flores.
Sem se quer uma imagem, uma visita, sem futuro.
Ontem vigor, riqueza, valores...
Agora raízes e restos, o escuro.
E do sopro da vida, restou-me vapores...





" DÚVIDA "


O precipício me chama... Olho para trás...
Vejo o trem partindo e minha razão indo.
Não sei se entrego-me ao sublime, ou um pouco mais.
Jaz o que mantinha-me sorrindo.
Em frente ou voltar atrás?
Não sei... Há tempos que definho.
E não defino ou encontro o que me traz a Paz...

Quem sabe um acalento, o pulo, um colo...
Um solo novo em que eu possa pisar sem temer.
Correr como um menino sem dolo.
Consolo que traga-me o arder, o viver...
Fazer-me outro, novo, um símbolo.
Apolo me toca e não sei o que dizer, fazer.
Já não sei se sou bobo, morto, ou frívolo...