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terça-feira, 11 de setembro de 2012


" PRIMAVERA ÁRABE "



Oh, primavera sem flores...

Quanto tempo ainda tem que durar?

Já não bastam as lágrimas? As dores?
Ou é preciso um pouco mais de sangrar?
Chuva de fogo que só traz horrores.
Principalmente aos civis que não podem se salvar.
Esquecidos no meio da briga, de senhores...




Findará, primavera escura?

Será que um dia o Sol volta a brilhar?

Pois é triste vê-la assim nessa loucura.
Sem ternura, se autodestruindo devagar.
Tempestade intolerante, sem candura.
Dura pa que faz o povo chorar.
E clamar pelo fim da luta, da amargura...


Elder Prates.




domingo, 2 de setembro de 2012

“ Crack ”

O flutuar traz instantes felizes.
Na brisa louca da pedra inflamada.
Maquilar de traumas, de dores.
Uma efêmera emoção que torna-se morada.
Da qual não se sai ileso, sem cicatrizes.
Muitas vezes a própria cova cavada.
Senda pedregosa, que de início parecia flores...

O Estado cega-se, a polícia varre.
Como lixos humanos a esconder.
Ninguém acolhe, ninguém liga pro que morre.
É mais fácil pisar ao invés de resolver.
Estender a mão é difícil, ainda mais a quem está de porre.
Uma endemia cada dia a se estender.
E quando a droga acaba, é aquele corre-corre...


Elder Prates.